sábado, 31 de dezembro de 2016

Quo Vadis?

Naqueles dias, Roma era governada por Nero. Ele era um homem cruel e se ocupava apenas em festins indecentes e na degradação de Roma.Dentre os convidados a esses festins, estava Petrônio, que, como tribuno, era exigido ao lado de César (Nero).
Após um cansativo festim, Petrônio buscou a paz de seu lar, recebendo, em seguida, a visita de seu sobrinho bem-amado, recém-chegado da guerra. Apesar de poupado das flechas inimigas, Marcus Vinícius não se salvara de uma ferroada do amor, pela qual vinha pedir conselhos ao tio. A dona de seu coração era a princesa Lígia, confiada aos cuidados de Aulus Plautius.
Petrônio prometeu ajudá-lo, mas sabia que Aulus não entregaria sua protegida a qualquer um, portanto concebeu um plano mais ardiloso: convenceria Nero a obrigar Aulus Plautius a entregar Lígia a seu sobrinho. Conseguiu seu intento. Ao saber da ordem, Aulus Plautius e sua esposa não tiveram escolha e entregaram Lígia a Marcus Vinícius. Lígia, porém, mal teve a oportunidade, fugiu, indo se esconder sob a túnica do Apóstolo Pedro. Era cristã a princesa, sabia-o Vinícius e enfurecia-se com isso, pois não o era. Indeciso, o rapaz não sabia que direção tomar. No entanto, Nero declarara perseguição aos cristãos. Sua Lígia estava em perigo!

Adaptado para jovens de treze anos, esse livro é uma lição de fidelidade e amor a Deus.

Título: Quo Vadis?
Autor: Henryk Sienkiewicz
Adaptado por Chiquita Rodrigues
Recomendado a jovens de treze anos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Os Desastres de Sofia

Eu li, aos oito ou nove anos, os livros As Meninas Exemplares e As Férias, da Condessa de Ségur. Esses dois volumes são precedidos pelo livro Os Desastres de Sofia, cuja leitura concluí recentemente. Não sei como eu consegui  entender o livro As Férias sem ter lido esse, pois o terceiro volume conta o que aconteceu com os pais e primos de Sofia após a viagem que encerra o primeiro volume da trilogia. Bom, tendo já falado sobre os outros dois livros, cabe a mim agora falar sobre o primeiro, que introduz a levada Sofia e suas pérolas.
A menina Sofia estava com quatro anos. Quantas travessuras aprontou nesse livrinho! Um dia ganha uma boneca e no outro ela já está em estado tão lastimável que Sofia e suas primas Camila e Madalena se veem obrigadas a enterrá-la. Um funeral é organizado. O mesmo não se dá quando Sofia resolve salgar os peixinhos da mãe, ignorando que assim morreriam. Ah, são tantas travessuras! Não ouso contar mais nenhuma. Acabaria com a graça do livro. Vou deixar as demais surpresas para os meninos. Leiam, queridos, e se divirtam com as estripulias da menina Sofia, essa pequena diabrete!

Título: Os desastres de Sofia
Autor: Condessa de Ségur
Recomendado a jovens de oito anos.
Texto integral. Leitura simples.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Um Colégio Diferente

Após os casamentos e diversas aventuras que se podem esperar em um livro intitulado Esposas Exemplares, Jo (a mulherzinha que já há muito conhecemos e que agora merece o título de mãezinha) resolve fundar um colégio para garotos. A ideia promete divertidos episódios e é eleita por todos na ainda de pé família March. 
Mas os rapazes hospedados no colégio de Jo se mostram muito difíceis de controlar, pois cada um tem um defeito diferente e Tia Jo terá muito trabalho. 
A história começa com a chegada de um aluno que quer fazer de tudo para ser agradável à dedicada Tia Jo e com a aparição de um incorrigível rapaz que colocará o colégio de cabeça para baixo. 
Cabe a você descobrir o desfecho disso tudo!

Sim, Louisa May Alcott escreveu um livro para garotos, especialmente para eles, com muitas desavenças, surpresas e um feliz desenlace. E Herberto Sales ainda traduziu e recontou a obra para os mais pequeninos. Não dá para reclamar, né?

Título: Um Colégio Diferente (também conhecido sob o nome de Homenzinhos)
Autor: Louisa May Alcott
Recomendado a jovens de nove anos.
Recontado em português por Herberto Sales.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Aventuras nos Garimpos de Cuiabá

A filha do Sargento-Mor Mateus Bravo, a linda Cristina, era a paixão de muitos rapazes de São Paulo. Pretendentes à sua mão não faltavam. Um desses pretendentes, aliás, era Sua Excelência o dr. Rodrigo do Vale, com quem o pai gostaria que sua filha se casasse. Todavia havia um rapaz sem títulos, casa própria ou profissão definida que andava por aí a fazer o coração de Cristina palpitar. O nome dele dele era Juca de Góis. Cristina não aceitaria casar-se com o dr. Rodrigo enquanto Juquinha estivesse por perto, solteiro e simpático como sempre. Juca de Góis correspondia ao amor de Cristina e faria de tudo para conseguir sua mão. Levando isso em conta, o Sargento-Mor, pai da moça, resolve dar uma chance ao rapaz. Toda gente estava indo para o sertão em busca de fortuna nas minas de ouro descobertas em Cuiabá. Se ele se arriscasse a uma viagem daquelas e voltasse rico, poderia casar-se com Cristina. Juca de Góis não perdeu um só instante. Com o pé em Cuiabá e o coração em Cristina, ele tentará a sorte numa perigosa empreitada, onde apenas a coragem e a sorte poderão ajudá-lo.

Uma leitura destinada a jovens de dez anos em diante que quiserem se situar na História e se divertir com a estória.

Título: As Aventuras nos Garimpos de Cuiabá
Autor: Baltazar de Godoy Moreira
Recomendado a jovens de dez ou onze anos.
Texto integral.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Esposas Exemplares

Três anos se passaram e as adoráveis mulherzinhas já estão pensando em casar-se. Foi Meg quem estreou o salão, aceitando - como contado em Mulherzinhas - o pedido de casamento do Sr. Brooke. As irmãs também não irão ficar atrás. Neste volume, Meg, Jo, Amy e Beth continuam seus dias alegres, na companhia de seus pais e de Laurie, o impetuoso vizinho, que nunca perde a chance de movimentar-lhes a pacata vida.
No entanto, assim como os dias não são sempre ensolarados, a vida da família March não será um mar de rosas, permitindo que, vez ou outra, um raio chamusque seus dias alegres - mais um motivo para Beth querer ainda mais ficar na companhia da mãe. Amy apenas aumentou seu gosto pela arte, Meg agora é uma mãe de família e a ânsia de escrever de Jo não se alterou em nada. As mulherzinhas não perderam seus encantos. E suas aventuras, menos ainda.

Louisa May Alcott é minha escritora preferida. Seus livros nunca me desgostaram. Ao contrário, me surpreenderam e encantaram sobremaneira. A quantidade de virtudes e exemplos neles é louvável, além do que a autora escreve de maneira simpática e divertida. Não, eu insisto em dizer que todas as jovens, meninas e moças - de ontem, hoje e sempre - devem ler esse livro. Ler, reler e recomendar!

Título: Esposas Exemplares
Autor: Louisa May Alcott
Recomendado a jovens de treze e catorze anos.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A Bandeira das Esmeraldas

Quando rumores sobre a existência de esmeraldas no Brasil começaram a circular, foi organizada a maior bandeira já vista em nosso país para sair em busca das gemas. E o bandeirante Fernão Dias foi quem liderou a expedição. Era uma empreitada perigosa. Somente os mais corajosos ousavam se aventurar nas matas. Partiu-se. No início, estavam todos empolgados, mas o ânimo foi arrefecendo diante das primeiras dificuldades da viagem. E as esmeraldas estavam demorando para aparecer...
Uma aventura tão incrível, acontecida no nosso país, merece ser relatada por um escritor que ame a pátria e escreva bem, né? Pois Viriato Corrêa não poderia ter tido melhor ideia que a de escrever para o público infantil, numa linguagem simples e entretedora, a história da Bandeira das Esmeraldas.
Também estão reunidas nesse volume, as versões de Viriato Corrêa para a história de Tiradentes e Nóbrega e Anchieta, personagens da história brasileira.

Título: A Bandeira das Esmeraldas
Autor: Viriato Corrêa
Recomendado a jovens de dez anos.
Texto integral.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Eneida


Durante a Guerra de Tróia, um soldado troiano consegue escapar da morte pelos gregos e foge em busca de uma nova pátria, uma nova nação para seus filhos e os filhos de seus filhos. Esse soldado é Eneias. 
Acreditando piamente na profecia de que ele seria, de fato, o destinado a encontrar essa terra, o guerreiro parte, levando consigo força, coragem e seu pobre e já muito idoso pai.  Mas ele não estará apenas com o pai nessa empreitada. Além de um grupo de soldados troianos que conseguem escapar juntamente com ele, Vênus quer ajudá-lo e muitas vezes lhe estenderá a mão durante a travessia.
No entanto, Juno, ciumenta e invejosa, não quer para Enéias a mesma sorte e fará de tudo para impedi-lo.

Título: A Eneida 
Autor: Virgílio.
Recomendado para jovens de nove anos ou dez.
Adaptação de Miécio Tati.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

El Cid

"Eu, Dom Fernando, rei de Castela, Leão e Astúrias, nomeio Dom Diego de Bivar, mentor do meu filho mais velho e principal herdeiro, o príncipe Sancho."
Assim dissera o rei Dom Fernando para Diego, mero ancião. Todos ficaram muito felizes, menos Dom Gomez. Não tolerava que aquele ancião fosse destinado a ensinar o príncipe e futuro rei. Quando Dom Diego se preparava para sair do castelo, ele o barrou, furioso. Após algumas palavras, Dom Gomez acabou por, irritado, esbofetear Dom Diego. Ele já era velho demais para retrucar, mas sua honra estaria manchada se não fizesse alguma coisa.
Foi Rodrigo, seu filho, que se viu obrigado a interceder pelo pai. Marcou um duelo com Dom Gomez para o dia seguinte.
Quem estava mais aflita por causa daquele duelo era Jimena, filha de Dom Gomez. A moça amava Rodrigo e este ia enfrentar o pai dela! De um lado ou de outro, iria perder uma pessoa que lhe era muito querida. Mas se Rodrigo matasse seu pai, ela jamais conseguiria olhar para ele...
E entre medo e tristeza, ela foi assistir ao combate.

Uma história muito bonita, realmente. Tive que reler o final duas vezes para acreditar no desfecho. Apesar de ser uma adaptação, o livro não perdeu os diálogos cheios de floreios da Idade Média, nem a beleza de sua trama. Uma leitura agradável para jovens de onze anos em diante.

Título: El Cid
Adaptação de Paulo Reginato.
Recomendado a jovens de onze anos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Odisseia

Finda a Guerra de Tróia, da qual nos foi falada na Ilíada, um guerreiro grego de nome Ulisses, inicia sua longa jornada de volta para casa, em Ítaca, onde o aguardam a esposa e o filho.
A viagem não se revela nenhum passeio turístico, pois, com tantos perigos e obstáculos, Ulisses e seus companheiros terão muito o que enfrentar, sem tempo para descanso.
Ciclopes, tempestades, harpias, monstros marinhos... Ulisses terá que enfrentar tudo isso e muito mais. Além disso, os deuses, alguns contra, outros a favor do herói, estão sempre intervindo e virando o jogo com seus poderes divinos. Mas Ulisses é forte e corajoso, além de muito astuto, e fará de tudo para chegar são e salvo em sua terra.
Sim, além da dura guerra em Tróia, Ulisses ainda terá que passar por duras provas para alcançar e merecer o descanso em seu doce lar.

Uma leitura agradável e entretedora, principalmente para os rapazes, que preferem aventuras cheias de lutas e riscos. 

Título: Odisseia
Autor: Homero
Recontado por Marques Rebelo a partir da tradução para o inglês de Alfred J. Church
Recomendado a jovens de dez ou onze anos.

terça-feira, 14 de junho de 2016

A Sala dos Répteis

Após conseguir escapar das garras do Conde Olaf, os Baudelaire finalmente tiveram alguns dias de paz. Isso porque seu novo tutor era um homem bom, chamado Montgomery Montgomery, mas ele pedia para ser chamado de Tio Monty pelas crianças. Os Baudelaire estavam muito felizes em estar ali e passaram momentos alegres na companhia do Tio Monty, mas aquela alegria duraria pouco. Não queria desapontá-lo, leitor, mas os momentos de alegria na vida dos Baudelaire são excepcionalmente raros. No entanto, cada instante de paz na vida tumultuada dessas três crianças era uma benção, um momento para o leitor respirar um pouco. Cada segundo de alegria é valorizado, então, um conselho para você: quando esses momentos chegarem, pare de ler e respire fundo. Vá beber um gole d'água ou tirar um cochilo. Faça qualquer coisa, mas não continue lendo por um tempo para que essas horas de alegria durem o máximo possível, ao menos para você. Então, continuando a falar do livro, os órfãos Baudelaire estavam muito felizes na companhia do Tio Monty. Estavam muito felizes e esperançosos de que a vida deles não terminaria em um fiasco total, afinal. Estavam muito felizes até que a campainha tocou.

Desculpe se o deixei tenso agora. Não são muitas as vezes que consigo deixar a resenha com uma pontada de suspense, por isso interrompi-a quando a campainha tocou. Você deve estar furioso comigo agora, pois estou enrolando em vez de contar quem tocou a campainha, mas eu tinha que aproveitar esse suspense. Desculpe. Não sei se devo continuar ou parar aqui. Eu tinha em mente dois finais diferentes para essa resenha, mas acho que vou terminar assim. A campainha tocou... Agora você vai ter pesadelos, imaginando quem tocou a campainha do Tio Monty, enquanto eu durmo tranquilamente, já que sei quem tocou a campainha e nenhum pensamento ruim me perturba. Não sei se é maldade fazer isso com você, leitor, mas às vezes eu gosto de brincar à sua custa. É que eu fico meio fora de mim quando escrevo. Mas como não vou falar de mim e já terminei de escrever sobre os Baudelaire por hoje, então vou terminar a resenha. Boa leitura!

Título: A Sala dos Répteis
Segundo livro das Desventuras em Série.
Autor: Lemony Snicket
Recomendado a jovens de doze anos.
Texto integral.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Mau Começo

"Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. Vou avisando, porque este é um livro que não tem de jeito nenhum um final feliz, como também não tem de jeito nenhum um começo feliz, e em que os acontecimentos felizes no miolo da história são pouquíssimos." - Mau Começo (Capítulo Um, pág. 11).

Isso disse o autor da história, para provar que não sou eu quem está exagerando no azar dos irmãos Baudelaire. Os Baudelaire são as crianças mais desafortunadas do mundo (apesar de elas terem uma enorme fortuna deixada por seus pais e que, lamento dizer, foi a causa de todos os seus problemas). Mas, como Lemony Snicket já disse e eu já enfatizei, esse não é um livro de final feliz. Então, para você não ser movido a ler esse livro pela curiosidade, então é melhor parar de ler imediatamente essa resenha, que está tão cheia de infortúnios quanto o próprio livro.
Mas, pelo visto, você optou por continuar lendo, então vamos lá.

Os Baudelaire eram três - Violet, Klaus e Sunny - e estavam inocentemente brincando na praia, quando chegou o sr. Poe, um conhecido das crianças que tossia o tempo todo. Ele chegara com o simples propósito de dar a eles a notícia que mudaria suas vidas para sempre. Um terrível incêndio levara seus pais e sua casa. Levara as invenções e projetos de Violet, os livros de Klaus, os brinquedos de morder de Sunny, que era ainda um bebê e gostava muito de morder objetos com seus quatro dentes afiados. 
E agora, os Baudelaire estavam dentro de um carro indo morar com um tal de Conde Olaf. Eles nunca haviam ouvido falar de nenhum Conde Olaf, mas aceitaram a proposta calados. Ah, se eles soubessem das desventuras que iam viver por causa daquele homem, teriam corrido para bem longe e nunca mais voltado! Mas isso não aconteceu e os Baudelaire se viram frente a frente com um homem horrível. No lugar das duas sobrancelhas tinha uma única, bem comprida. Seus olhos brilhavam intensamente, o que lhe dava uma aparência faminta e zangada e tinha uma tatuagem de olho no tornozelo esquerdo que parecia vigiar os Baudelaire intensamente. 
Na companhia daquele homem, os órfãos tiveram que fazer as tarefas domésticas, comer mingau frio no café-da-manhã e mal tinham tempo para pensar em si mesmos e em sua situação, quanto mais perceber que seu tutor estava bolando um plano diabólico para roubar sua fortuna. 
E as desventuras em série tinham só começado. 

Apesar de ser um livro interessante, cheio de aventura e suspense, não gostei dele. Gostei de todos os outros doze, mas do primeiro, não. Além de ser um livro um tanto repugnante, devido ao Conde Olaf e sua aparência horrível, eu encontrei um palavrão na nota de rodapé do livro, então o meu conselho é que você não leia o primeiro livro da série. Não fará diferença nenhuma para você, pois todos os livros da série contém a apresentação dos personagens, o que eles estão fazendo ali e por quê. A não ser, é claro, que você esteja amarrado numa cadeira com um homem de pistola na mão do seu lado, mandando você ler todos os livros da série, sem exceção. Mas eu acho - e espero que esteja certa - que esse não é o seu caso. Então ou você não lê o livro ou, se está muito a fim de ler e não há nada que te impeça, evite as notas de rodapé (só há duas e não são nem um pouco importantes). 

Boa sorte!

Título: Mau começo
Primeiro livro das Desventuras em Série
Autor: Lemony Snicket
Recomendado a jovens de doze anos. 
Texto integral.

terça-feira, 31 de maio de 2016

O Pimpinella Escarlate

A Revolução Francesa estourara na França. Nobres eram constantemente chamados à guilhotina, que não parava um segundo sequer de exercer seu sinistro mister. Desesperados, os fidalgos tentavam escapar da França para a Inglaterra, sem êxito. Não importavam quantos disfarces usassem ou quantas desculpas apresentassem, eles eram sempre desmascarados e impedidos de transpor as barreiras da França. 
Porém, em dado momento, os nobres começaram a conseguir escapar da França, para sua imensa alegria. Tudo graças à misteriosa figura que surgira de repente na França, o Pimpinella Escarlate. Com diferentes disfarces e uma mente e habilidades prodigiosas, desafiando o perigo e arriscando a sua própria vida, ele gloriosamente libertava os fidalgos das garras impiedosas do povo francês. 
Para glória desse herói, acabavam de chegar à Inglaterra, sãs e salvas, a Condessa de Tournay e sua graciosa filha, a quem o Pimpinella Escarlate havia salvo da França e de sua guilhotina. As duas se encontram com dois companheiros do Pimpinella Escarlate na hospedaria "O Descanso do Pescador", onde jantam juntos e, julgando-se sozinhos, conversam sobre assuntos que nem sequer mencionariam se soubessem estar sendo vigiados. De fato, escondido debaixo da mesa, estava o chefe da polícia secreta da França, disposto a espionar os ingleses até descobrir a verdadeira identidade do Pimpinella Escarlate.

Em dado momento desta resenha, eu fiquei sem saber o que escrever. Eram tantos assuntos na minha cabeça que eu estava incerta sobre quais relatar. Afinal, grandes livros merecem grandes resenhas e, para consegui-la, eu precisava tomar cuidado com as palavras. Gostei muito do livro e, confesso, fiquei triste quando ele acabou! Queria poder apagar da minha memória o que li, só para poder ler de novo! É um livro muito bom mesmo. Aprendi muito sobre a Revolução Francesa, pois a introdução do livro foi, para mim, uma aula completa! Recomendo o livro para jovens de treze a catorze anos, que se interessam em livros de aventura, romances e, principalmente, muita ação!

Título: O Pimpinella Escarlate
Autor: Baronesa Orczy
Recomendado a jovens de treze e catorze anos.
Texto integral.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Os Seis Bustos de Napoleão e outras histórias de Sherlock Holmes

Tendo me interessado por histórias de detetives, eu não poderia deixar de lado mais esse livro de Sherlock Holmes. 
Nesse volume, como o título sugere, eu encontrei o conto Os Seis Bustos de Napoleão e outras histórias de Sherlock Holmes. Não gostei muito de algumas por serem um tanto quanto entediantes. Mas há outras que são bem interessantes.
No decorrer de cada conto, Sherlock Holmes prova ser de fato o excelente detetive que todos dizem, mas também dá mostras de seu caráter orgulhoso e de suas maneiras convencidas. 
Acabou sendo uma leitura divertida, pois alguns contos são fáceis o suficiente para o próprio leitor (com uma ajudinha de Sherlock Holmes para achar algumas pistas) desvendar o mistério. Boa leitura!

Título: O Seis Bustos de Napoleão e outras histórias
Autor: Arthur Conan Doyle
Recomendado a jovens de doze anos.
Texto integral.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O Homem Invisível e outras histórias do Padre Brown

Como estivesse na onda de detetives, eu procurei na estante da minha casa todos os livros relacionados a suspense e mistério, o que incluía detetives de toda espécie. Só havia lido um conto do Padre Brown, intitulado O Pior Crime do Mundo e que consta nesse livro, e gostara da história, então por que não ler os outros?
Li todos os contos deste livro e meu preferido continua sendo O Pior Crime do Mundo. Porém gostei bastante também de O Homem Invisível. Achei bem fascinante!
O Homem na Passagem não achei tão empolgante, porém tem um final deveras surpreendente!
Porém, apesar de interessantes, não desfrutei tanto as histórias do Padre Brown quanto as de Sherlock Holmes. Acho que não consegui compreender ainda toda a profundeza de Chesterton - que muitos elogiam - e consequentemente não darei ao Padre Brown o seu devido valor. No entanto, gostei da leitura e recomendo.
Uma boa leitura!


Título: O Homem Invisível e outras histórias do Padre Brown
Autor: G. K. Chesterton
Recomendado a jovens a partir de treze anos.
Texto integral.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O cão dos Baskerville

Sir Charles Baskerville, proprietário do Solar dos Baskerville e paciente do Dr. Mortimer, havia acabado de morrer e seu parente mais próximo e último da linhagem dos Baskerville deveria herdar sua casa. Porém uma sombria lenda ameaçava a vida de Sir Henry: a lenda do Cão dos Baskerville. Segundo a lenda, esse demoníaco cão perseguia há muito tempo a família Baskerville, exterminando a todos. Isso explicaria a estranha morte de Sir Charles, que morrera passeando sozinho e  na escuridão da noite pela charneca. 
Vendo-se às voltas de um caso estranho e apavorante, o dr. Mortimer pede a ajuda de Sherlock Holmes para desvendar o mistério e proteger a vida de Sir Henry. Sherlock Holmes e Watson prometem ajudar, mas Watson percebe que a aventura é mais medonha do que parece. 

Uma herança, uma morte, um cão, um prisioneiro fugido na charneca, uma vela acesa, um esconderijo, um homem misterioso, um pântano intransponível, um caçador de borboletas, uma bota roubada e tantas outras coisas se encontram neste livro, porém parecem não ter relação nenhuma uma com as outras! No entanto, nada é páreo para Sherlock Holmes que aos poucos vai iluminando aqui e ali e desvendando os casos diante de seus olhos!

Uma aventura fantástica para quem gosta de suspense, ação e muito mistério!

Título: O cão dos Baskerville
Autor: Sir Arthur Conan Doyle
Recomendado a partir dos doze anos.
Texto integral.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ilíada

O casamento de Peleu e Tétis estava sendo festejado com muita alegria. Todas os deuses e as deusas do Olimpo compareceram, levando presentes dignos do casal. No entanto, Éris, a deusa da discórdia, não havia sido convidada e ela, furiosa, surgiu no auge dos festejos a fim de vingar-se. Sua vingança foi bem simples, porém maldosa. Éris lançou o pomo da discórdia entre as deusas do Olimpo. Era uma maçã de ouro, na qual estavam gravadas estas palavras:
"Para a mais bela."
Foi um tumulto. Todas as deusas do Olimpo se achavam no direito da posse do pomo de ouro. Elas não chegavam a um acordo, e a briga continuou no Olimpo. Decidiu-se, pois, que quem escolheria a mais bela das deusas seria um mortal. O encargo foi confiado a Páris, rei de Tróia. Ele elegeu Afrodite, deusa do amor e da beleza. Em troca, Afrodite lhe prometeu a esposa mais bela dentre os mortais. A mais bela sem dúvida era Helena. Porém ela já estava casada com Menelau, filho do mais poderoso dos chefes gregos. Páris não perdeu tempo, foi à casa de Menelau, e depois de passar alguns dias lá, acabou por seduzir Helena e ela partiu com ele para Tróia. Menelau enfureceu-se e declarou guerra à Páris. 
Iniciava-se a guerra entre gregos e troianos. 

Em trinta capítulos curtos e bem divididos, a Guerra de Tróia é narrada de maneira a agradar as crianças já em seus dez anos. Realmente, é uma adaptação bem simples, porém bem escrita. 
Combates corpo a corpo, assaltos repentinos, fugas e retiradas, espionagens, vitórias e derrotas... Tudo isso pode ser encontrado na Ilíada, sem contar com as intervenções dos deuses, que se intrometem nos momentos mais críticos, mudando completamente o destino dos guerreiros e mantendo no leitor a expectativa de surpresas a todo instante.

Título: Ilíada
Autor: Homero
Adaptação de José Angeli
Editora Reencontro.
Recomendado a partir de dez anos.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Além do planeta silencioso

Ransom era um filólogo e pesquisador de uma faculdade de Cambridge. Então o que é que ele está fazendo nessa história, que se passa bem além da estratosfera, em um planeta estranho e perigoso? Bom, a verdade é que ele não queria participar dessa história. Estava à procura de um hotel onde passar a noite, quando acabou sendo raptado e posto numa nave espacial por dois homens mal-encarados. Um deles, Devine, era um velho colega seu, mas que o desagradara muito nos tempos de escola e que ele há muito queria esquecer. O outro, Weston, era um sujeito alto e robusto e que metia medo. Os dois, Weston e Devine, decerto não tinham boas intenções para com Ransom, tanto que o enfiaram à força numa nave para ser entregue aos alienígenas.
Depois de longos dias de viagem, Ransom, Devine e Weston aterrissaram a nave num planeta estranho e que Weston e Devine disseram ser Malacandra. Que planeta era aquele, que tinha um nome tão esquisito? Por que Weston e Devine queriam lá? E, o mais importante, que papel ele estava exercendo ali? Ransom não sabia. Mas com aqueles dois loucos é que ele não iria ficar. Ransom tratou de escapar na primeira oportunidade e logo se viu, sozinho, num planeta estranho, cheio de plantas e seres mais estranhos ainda. Quanto tempo aguentaria ali naquele lugar? E, principalmente, quando dele iria sair?

A leitura do livro é bem emocionante, diferente de todas as que eu havia lido. Eu nunca lera livro algum sobre viagens espaciais, planetas desconhecidos e criaturas estranhas e, começar lendo um livro de um autor fantástico quanto C. S. Lewis foi uma experiência interessante.
As descrições do planeta Malacandra são bem ricas, mas as achei difíceis de compreender. Mesmo assim, não desisti da leitura e aos poucos fui me acostumando (sim, essa é a palavra certa) com o planeta e suas formas hediondas. Espero que algum especialista possa comprovar que isso é possível, pois, se não, então eu estou ficando maluca. Boa leitura!

Título: Além do planeta silencioso
Autor: C. S. Lewis.
Recomendado a jovens de catorze anos.
Texto integral.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Cecy Cony

Eu já havia lido esse livro antes, quando era bem novinha, e, não sei exatamente porque, não escrevi a resenha dele. Gostei muito de conhecer a vida de Cecy Cony, brasileira como nós, nascida no Rio Grande do Sul. Acredito ter lido com uns sete ou oito anos e já não lembrava de muitos episódios da vida da pequena Cecy. Então li o livro de novo, e foi uma leitura muito boa para mim e também para meu irmão, que leu ao mesmo tempo que eu.
Cecy Cony, desde muito nova, sentia a presença de seu Anjo da Guarda, seu toque, sua presença e, de uma maneira muito sobrenatural, via seu rosto. Talvez não visse com clareza, mas, ela bem não conseguia explicar como, sabia quando o rosto de seu Santo Amigo estava triste, magoado ou contente com sua protegida.
Cecy Cony narra cada episódio de sua vida em que seu Novo Amigo, como costumava chamar seu Anjo da Guarda, se interferia. Se Cecy pretendia cometer alguma ação má, seu Novo Amigo pousava a mão em seu ombro e Cecy, virando-se, via como o rosto do seu amigo estava triste, sério, e às vezes, até sombrio.
Quantos pecados teríamos evitado se, como Cecy Cony, pudéssemos ver se nosso Anjo da Guarda estava satisfeito ou não com nossos atos! Mas, lendo a história de Cecy Cony, que realmente aconteceu, podemos comparar os atos que ela era impedida de fazer por seu Santo Anjo e, se estamos a fazer coisa semelhante, imaginamos que nosso Anjo da Guarda está tão triste quanto o Anjo da Guarda de Cecy Cony.
Nós podemos não sentir  presença de nosso Anjo da Guarda, porém temos algo que não falta a nenhum homem, a sua consciência. E, se estamos com a consciência pesada, então o rosto de nosso Santo Anjo está tão grave quanto.
Eu e meu irmão lemos Cecy Cony ao mesmo tempo, com a diferença de que eu estava lendo pela segunda vez. Quando terminamos, chegamos à mesma conclusão: Quem lê Cecy Cony nunca continua o mesmo.

Título: Cecy Cony.
Autora: Irmã Maria Antônia (Cecy Cony)
Recomendado a: jovens a partir de oito ou nove anos.

terça-feira, 22 de março de 2016

As aventuras de Sherlock Holmes

Eu estava sem nenhum livro pra ler. Então fui consultar o detetive mais famoso do mundo, Sherlock Holmes, para saber o que ele achava a respeito, se teria algum livro pra me indicar... Não é de surpreender que ele me tenha recomendado ler suas aventuras. 
"Você conhece meus métodos; aplique-os!", ele disse.
Então segui suas recomendações e disso não me arrependo.
Pra falar a verdade, não aconteceu nada disso (o que é uma pena, pois teria sido muito emocionante). O que aconteceu mesmo foi que meu irmão me fez ler o livro. Ele disse: "Teresa, você tem que ler esse conto aqui!". Então eu segui seu conselho (que mais me pareceu uma ordem) e eu simplesmente amei o conto. Era de arrepiar, claro, mas quem não gosta de sentir calafrios? Então eu não hesitei e li, ou melhor, devorei os outros contos.
Ler As aventuras de Sherlock Holmes é como estudar francês. No início, você não entende nada, salvo uma ou duas coisinhas aqui ou ali. Mas depois que Sherlock Holmes (e o mesmo se dá com a professora de Francês) explica tudinho, tintim por tintim, aí nós aprendemos como é que se faz. E até pensamos: "Como não vi isso antes?". Aqueles que estudam Francês podem comprovar o que estou dizendo.
O livro é uma coletânea de alguns contos e aventuras do grande Sherlock Holmes. Em cada um deles percebemos como é grande a perspicácia deste detetive, seus métodos... Cada conto é de tirar o fôlego. Há contos mais voltados para a dedução, outros para a prática, e ainda aqueles perigosíssimos, onde cada passo é arriscado. Possivelmente algum deles vai chamar a sua atenção. E, se nenhum deles te agradou, então você definitivamente não gosta de contos de mistério. 
A leitura é de fácil compreensão e recomendo para jovens de doze ou treze anos. Boa leitura!

Título: As aventuras de Sherlock Holmes
Autor: Arthur Conan Doyle
Recomendado a jovens de doze anos.
Texto integral.

terça-feira, 15 de março de 2016

Tesouro de meninas

Tesouro de Meninas ou diálogos entre uma sábia aia e suas discípulas é um livro muito bom e recomendo a todas as meninas, em seus treze anos. Fala, como diz o título, sobre as conversas de uma aia chamada Bonna e suas discípulas. Bonna ensina às discípulas todas as virtudes que as jovens precisam aprender desde cedo, contando contos e fábulas com morais. Gostei muito de todos os contos e não tive dificuldades na compreensão. Não tem muitas ilustrações no livro, mas os textos são muito ricos.
O livro é de Portugal e tem um vocabulário arcaico, portanto aprendi muitas palavras interessantes. Acho que o único problema que enfrentei na leitura foi como está diagramado o texto, pois é em formato de teatro e os contos são inteiros (não são divididos em parágrafos, nem tem travessões antes dos diálogos), portanto é difícil saber onde termina uma fala ou começa outra. Fora isso, consegui ler o livro perfeitamente. E gostei muito. Recomendo.

Título: Tesouro de Meninas
Autora: Jeanne Marie Leprince de Beaumont
Recomendado a meninas de treze anos.

terça-feira, 8 de março de 2016

Pollyanna Moça

Quem leu Pollyanna decerto não se esqueceu dessa adorável menina de onze anos, sardenta, alegre e sempre praticando e ensinando o seu "jogo do contente". 
Os que leram o livro com a idade de Pollyanna terão que esperar pelos catorze para ler Pollyanna Moça, visto que essa é a idade da nossa menina agora.
Mas aos que gostavam da menina tagarela e sorridente, não se decepcionem! Não serão apenas três anos que mudarão o doce temperamento de Pollyanna. Ela continua a mesma!
Essa história fala sobre Mrs. Carew, uma senhora mal-humorada que não quer ver ninguém e vive solitária em sua mansão e não há melhor remédio para ela que "uma dose de Pollyanna". E é assim que Pollyanna vai passar uns tempos na grande casa de Mrs. Carew e vai distribuindo sorrisos e fazendo seus milagres e amizades. Pollyanna até encontra um novo amigo e companheiro para jogar o jogo do contente!
É preciso relatar também que Pollyanna só tem a idade de catorze anos até metade do livro. Na outra metade, ela é já uma moça de vinte anos, mas com o mesmo espírito alegre e inocente de quando tinha apenas onze. E, se na primeira metade ela encontrou um amigo, na outra ela encontrou o amor. Um livro cheio de surpresas e aventuras para quem quer matar a saudades da alegre Pollyanna e de seu " jogo do contente".

A leitura não é difícil e gostei muito do livro. É uma história de amor, sim, mas não tem nada de mais. Recomendo para jovens de treze ou catorze anos, principalmente às meninas que já leram Pollyanna e que, de preferência, gostaram.

Título: Pollyanna Moça
Autor: Eleanor H. Porter
Recomendado a jovens de treze ou catorze anos.
 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
 
Reli o livro novamente, aos 21 anos, e percebi que o livro não é tão bom como eu pensava. Pollyanna se torna uma defensora incansável das ideias socialistas, além de ser uma moça muito preocupada com a opinião alheia (ao desejar "ser boa com todos" a moça passa a não ser sincera consigo mesma, com seu coração e acaba criando problemas), o que perturba seu bom senso e suas decisões.
 
Moral da história: não recomendo mais a leitura.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Curumim Sem Some

Esse livro contém duas histórias muito interessantes e cheias de aventuras. A capa corresponde à primeira história e o título, à segunda.

A primeira história fala de um índio guarani de nome Sapoetê. Certa vez, concentrado em acertar uma flecha num bando de jacus que estavam próximos a eles, índio foi se distanciando da taba e adentrando na mata e, antes que se desse conta, estava no território de seus inimigos: os guaicurus. E eles não demoraram a aparecer! Sem poder resistir, Sapoetê foi  logo preso. Mas também não demorou muito para fugir. Logo se viu longe dos guaicurus, mas perto dos brancos. Na verdade os brancos eram só dois: Francisco Pedroso e um amigo. Eles simpatizaram com Sapoetê e, por entenderem um pouco do guarani, ouviram sua história e resolveram ajudá-lo a voltar à sua taba. Mas isso teria que ficar para depois. Francisco Pedroso e seu amigo estavam numa temporada de caça por ali e já estavam por partir, portanto Sapoetê teria que voltar com eles a São Paulo até que eles voltassem para mais uma temporada de caça. Nesse ínterim, Sapoetê teria tempo de viver algumas boas aventuras com Chico Pedroso.

A segunda história aconteceu há muitos anos, quando as casas, ruas e avenidas de São Paulo não passavam de campos e matas. Os portugueses que vinham para o Brasil preferiam ficar na costa, na Bahia, em São Vicente. A terra imensa que poucos brancos atreviam explorar era dos índios.
Entre esses índios havia um curumim. Por enquanto ele não tinha nome. Teria que praticar alguma façanha para ganhá-lo. Esse curumim, de tanto cair e se jogar no rio, aprendeu a nadar. A nadar e a mergulhar bem como um peixe. Deram-lhe então o nome de Piáu, que significa "peixe" na língua geral dos índios. Piáu, dentre tantas outras coisas, aprendeu também que covarde era aquele que temia a morte. Um indiozinho aprende logo como se deve enfrentar a morte e que vergonhoso é mostrar qualquer fraqueza ao inimigo. Isso Piáu aprendeu bem e terá a chance de mostrá-lo em breve. Visitara certa vez a taba um branco com seu filho Maneco. Maneco e Piáu ficaram muito amigos. Os dois acabaram capturados juntos por uma tribo inimiga: os tamoios. Os tamoios queriam engordá-los para depois comê-los. Que desespero tomou conta do pobre Maneco! E Piáu? Como suportou esse duro destino? Terão conseguido escapar? Se sim, como?  Essa história  promete uma aventura emocionante!

Acredito que essa resenha tenha ficado um pouco grande, mas eram duas histórias para contar história, o que justifica o tamanho. Gostei muito das duas histórias. Aprendi bastante! Na segunda história, fala também da catequização dos índios, o que é bem interessante. Cita-se nomes de padres que ergueram escolas, ensinaram os índios e até dos que tentaram ensinar os tamoios. A leitura é bem simples e fácil de entender, mesmo havendo algumas palavras indígenas. O livro não é grande, tem 110 páginas, apenas.

Título: Curumim sem nome
Autor: Balthazar de Godoy Moreira
Recomendado a partir de dez anos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Jim Knopf e os 13 piratas

Quem já leu Jim Knopf e Lucas, o Maquinista? Aposto que, quem leu, está curioso para saber como terminam suas aventuras. Eu fiquei morta de curiosidades para descobrir a origem de Jim Knopf e o segredo dos 13 piratas. Eu e também o meu irmão, que leu o livro depois de mim. Quando finalmente ganhamos o livro, quase discutimos para ver quem leria primeiro. 
Bom, isso é pra mostrar como o livro é interessante! E como! Michael Ende, o autor, parece que escreve seus próprios sonhos de tão malucas e extraordinárias são as aventuras que ele escreve. Acho que extraordinário é o melhor adjetivo para definir as aventuras de Jim Knopf. E não acho que esteja exagerando.
Bom, tudo começou quando o rei Quinze-para-meio-dia, senhor de Lummerland, reuniu seus poucos súditos e disse que a ilha estava precisando de um farol para guiar as embarcações à noite.
A situação estava crítica, por que Lummerland era muito pequena para um farol tão grande. Foi aí que Jim teve uma ideia. 
Não vou contar qual ela é, mas para resolvê-la, ele terá que partir pelo mar e pelo deserto e, acompanhado de Lucas, a locomotiva Ema e sua filhinha Molly, que já é uma locomotiva crescida, Jim Knopf parte para lugares incríveis e vive aventuras que você nem sequer imagina! E além de cumprir sua perigosa tarefa, Jim Knopf e Lucas, o maquinista, vão tentar desvendar o segredo dos 13 piratas e descobrir a misteriosa origem de Jim.
É um livro muito emocionante e de perder o fôlego! A leitura é fácil e divertida! Vale a pena, com certeza! 

Título: Jim Knopf e os 13 piratas
Autor: Michael Ende
Recomendado a jovens de onze anos.
Texto integral.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Viagem ao Centro da Terra

Quando, entre as páginas de um velho livro islandês, o irascível professor de mineralogia, Otto Lidenbrock, encontra um documento muito antigo e quase impossível de decifrar, fica louco para descobrir os mistérios ali escritos. 
O problema é que, enquanto o pergaminho não fosse decifrado, ninguém naquela casa (que era composta pelo seu sobrinho Axel e a criada Marta) não comeria nada, nem uma migalha sequer. Os três não poderiam aguentar aquele regime por muito tempo, principalmente com as portas trancadas. 
Axel, o sobrinho, começou a ficar desesperado. Se seu tio não decifrasse a mensagem do documento, eles acabariam mortos de fome! Então - e o que mais ele poderia fazer? - Axel resolve ajudar seu tio. Quanto antes a solução fosse encontrada, melhor! Assim esperava Axel e pôs-se a estudar o velho documento por horas a fio. Por fim, quando suas esperanças começavam a desvanecer, Axel descobre chave do mistério e facilmente lê o que está escrito.
Mas  o que ele lê não lhe agrada em nada. Era uma revelação importantíssima para um professor de mineralogia. Para um professor de mineralogia, apenas. Mas não era nada saudável para um professor de mineralogia obcecado e excêntrico como seu tio. O velho documento revelou a Axel um meio de chegar ao centro da Terra através de um vulcão extinto. Se Otto Lidenbrock descobrisse aquilo, ele, Axel, estaria perdido. Seu tio colocaria na cabeça a ideia de fazer a tal viagem e o levaria junto, não obstante a suas súplicas. Aquilo desesperou Axel, mas ele não teve outra opção: revelou ao tio o que realmente havia no pergaminho, acrescentando logo que seria uma loucura tentar repetir a viagem.
Mas o professor Lidenbrock pareceu surdo ao comentário dele e começou, incontinenti, os preparativos pra viagem. Não houve argumento que convencesse Lidenbrock a esquecer a ideia. Uma viagem ao centro da Terra! Imaginem só! Ao Centro da Terra!
Bom, não houve jeito, o professor Lidenbrock e Axel foram até a cratera do vulcão, guiados pelo firme e corajoso Hans. As três figuras estavam destinadas a penetrar na cratera de um vulcão extinto, percorrer inúmeras galerias, aguentar fome e sede, dormir sobre rochas, expor-se aos mais sinistros perigos, enfrentar lagos subterrâneos, monstros marinhos e uma série de outras desventuras, mas ainda ouso dizer que foi uma experiência emocionante!

A leitura dessa adaptação é muito interessante e fácil. A obra original eu tentei, mas não consegui passar do quatro capítulo, cada palavra me dava dor de cabeça. Então eu me diverti lendo essa adaptação, mesmo! E não me arrependo! Júlio Verne nem uma imaginação incrível! Há muitas partes interessantes e de tirar o fôlego (experiência própria), mas também tem algumas partes bem chatas, me arrisco a dizer. Eu não sou geóloga, nem professora de mineralogia, então ler três páginas falando de um esqueleto quartenário foi bem cansativo. Mas, de resto, tudo bem! Podem ler sem medo! Eu recomendo!

Título: Viagem ao Centro da Terra
Autor: Júlio Verne
Recomendado a jovens de doze anos em diante.
Adaptação de Vera Neves Pedroso.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Heidi

Após a morte de seus pais, Heidi vai morar com sua tia. Certo dia, porém, a tia  recebe uma proposta de um trabalho muito bom e que não poderia recusar. Devido a isso, a tia de Heidi não poderia mais ter a menina sob seus cuidados e a leva para morar com o avô, nos Alpes.
O avô a recebe com má vontade, mas, assim mesmo, a acolhe.
Heidi tinha, então, cinco anos. Na companhia do avô, ela vive três anos e cresce sadia e feliz. Subindo a montanha com Pedro, o pastor de ovelhas, vendo o sol lançar seus últimos raios de sol sobre a montanha coberta de neve, dando de comer às cabras, fazendo companhia para a avó de Pedro, que é cega, acompanhando o avô montar cadeiras de madeira, a menina não poderia desejar uma vida mais feliz. E o avô, homem velho e rabugento, isolado da cidade, passa a mar a menina e se tornar menos carrancudo.
Mas quando as coisas estavam começando a melhorar, a tia de Heidi chega na casa do avô, dizendo que tem de levá-la embora. A filha de seu patrão, para quem ela estivera trabalhando, precisava de uma menina para fazer companhia à sua filha de doze anos que vive numa cadeira de rodas. Heidi é, então, levada para a cidade, acreditando que poderá voltar e visitar o avô sempre que pudesse. Mas fora enganada, a coitadinha! Na cidade, ela fica totalmente perdida. Não sabe como se comportar à mesa, ou como deve falar... E ainda por cima, não a deixam sair à rua. Como poderia retornar a casa se nem ao menos lhe era permitido sair?
Heidi faz amizade com Clara, a menina da cadeira de rodas. As duas se dão perfeitamente bem. E Heidi ainda tem a companhia da avó de Clara, que é muito bondosa. Heidi passa bastante tempo na casa de Clara, alegrando a avó e distraindo a menina na cadeira de rodas
Não obstante a isso, Heidi guarda pensamentos tristes, pois sente muitas saudades de casa e ninguém sabe da causa de suas mágoas. E Heidi passa todas as noites esperando o dia que voltará para casa, para o seu avô, para Pedro e para a avozinha cega que ela deliciava com sua companhia.

Um livro muito bonito e rápido de ler! Heidi é um encanto e as meninas que tiverem o prazer de conhecê-la, lendo esse livro cheio de surpresas, não se arrependerão! Eu gostei muito e recomendo!

Título: Heidi
Autor: Johanna Spyri
Adaptação de Elizabeth Kander.
Recomendado a jovens, principalmente a meninas, de nove nove anos em diante.

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O Último dos Moicanos

Ingleses e franceses, em meados do século XVIII, lutavam pela posse do território norte-americano.
O jovem oficial Duncan Heyward tem que cumprir uma missão muito delicada. Deixando o Forte Edward para alcançar o Forte William-Henry, através de um território repleto de índios selvagens, devia levar, sãs e salvas, as filhas de Munro, Alice e Cora, até seu pai.
Era uma viagem perigosa e muito arriscada e eles encontram companhia pelo caminho: La Gamme, um cantor de salmos que os ajudava a distrair. Guiados por Mágua, um índio da raça dos Hurons, gente traiçoeira, eles acabam se perdendo na mata. Depois de os ter tirado de sua rota, Mágua foge, deixando-os sozinhos.
Andando mais um pouco, eles encontram um caçador, chamado Olho-de-Falcão, Chingachgook, o chefe da raça dos Moicanos, e seu filho Uncas, seu único descendente, o último dos Moicanos. Os três os ajudam a retomar a trilha e passam a guiá-los em sua viagem. Assim, os viajantes são aumentados para sete e tentam seguir pelo caminho mais seguro, mas nenhum caminho é totalmente seguro com os Hurons por perto a espreitá-los sempre, esperando um momento para atacar. Os Hurons são os piores inimigos dos Moicanos e isso tornava a viagem ainda mais perigosa. As coisas começam a engrossar quando, apaixonado por Cora, a filha mais velha de Munro, Mágua ataca o grupo com seus companheiros e a rapta. Heyward terá que entrar em território dos Hurons para salvar Cora. Para piorar a situação, Uncas é feito prisioneiro dos Hurons. Tudo parecia estar perdido. Mas a audácia do último dos Moicanos, a mira perfeita de Olho-de-Falcão, a coragem de Heyward e até mesmo os salmos e cânticos de La Gamme darão reviravolta surpreendente nessa história!

Adorei o livro! É muito emocionante e divertido de ler! Recomendo aos jovens de seus doze anos, principalmente os rapazes!

Título: O Último dos Moicanos
Autor: J. F. Cooper
Recomendado a jovens de doze anos.
Recontado por Miécio Táti.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Raptado

Essa história se passa na Escócia. David Balfour acabara de deixar a casa de seus pais, após a morte do pai, para ir morar com seu tio Ebenezer. Mas ao invés de encontrar um tio amável e hospitaleiro, ele encontra um velho avarento, que vivia à custa de mingau e cerveja para economizar alimento e no meio da escuridão para economizar querosene. Viver com um tio desse seria deveras desagradável.
E David ainda contava com um problema: o tio não gostava dele, queria se livrar dele para ficar com a herança de seu pai. Isso dificultava demais as coisas.
As aventuras de David só começam quando seu tio embarca com ele em um navio para resolver negócios com o capitão Houseason. Mas isso só poderia piorar as coisas para David. Quando ele se dá conta, o navio parte com ele e seu tio não está mais a bordo. Raptado! David Balfour raptado pelo capitão Houseason! Agora ele tinha que esperar pelo desenrolar da história.
Mas a vida é cheia de reviravoltas. O destino de David Balfour seria bruscamente mudado com a chegada de Alan Breck a bordo do navio. Alan Breck, que acabei de mencionar, entrou nessa história quando foi recolhido pelo capitão Houseason como sobrevivente de um naufrágio. Ele estava vestido com o uniforme do exército francês. Para quem não sabe, a Escócia era dividida em diversos clãs: Stuarts, Campbells, entre outros. Alan era do partido dos Stuart e David era  um Campbell (ou pelo menos foi educado para ser um). Apesar de serem de clãs diferentes, David trava amizade com Alan Breck. Juntos, eles dão um jeito de tomar o navio e se salvar. David Balfour, na companhia de Alan Breck, viverá uma nova série de aventuras e da qual você está sendo convidado a participar.

Achei o livro bem interessante e emocionante, mas difícil de entender.Para entender tudo o que eu queria, tive que fazer uma boa pesquisa sobre os clãs da Escócia, sobre Alan Breck (que realmente existiu), sobre a Batalha de Culloden (citada no livro), sobre tudo isso. Alan Breck até que nos explica um pouco sobre a vida dele e os clãs da Escócia, mas tudo que ele explicou a David me pareceu um pouco confuso e achei melhor pedir ajuda às enciclopédias e à internet.
Posso até citar os dois sites de pesquisa (para caso o leitor se interesse sobre os clãs da Escócia) que mais me ajudaram:
http://www.clanmachamilton.com.br/kilt.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Alan_Breck_Stewart

Boa leitura e boa sorte com as pesquisas!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Moby Dick

Eu estava procurando alguma aventura marítima para ler e esse livro não poderia ter aparecido em outra hora.
Comecei a ler. Mas, para ser sincera, não estava uma leitura muito empolgante. Não desisti e não me arrependi. Mas deixa eu contar sobre o que é o livro, para depois continuar com as minhas impressões.
Ismael estava em uma situação difícil, com os bolsos vazios, sem nada para fazer em uma cidade pouco interessante. Foi por isso que ele resolveu embarcar em um navio e correr pelo mundo. Mas ele estava disposto a embarcar para trabalhar e não como turista. Então ele embarcou em um navio baleeiro, juntamente com um arpoador que ele conheceu em uma estalagem e com quem travou amizade.
O nome do navio baleeiro é Pequod  e o nome do arpoador é Queequeg. Então Ismael e Queequeg embarcam no Pequod. Assim começa a grande aventura! Pois o capitão do Pequod é um homem com um desejo louco de vingança. O capitão Acab, esse capitão de quem lhes falei, quer se vingar da terrível Moby Dick, a baleia branca. Uma baleia branca? Está me dizendo que esse capitão singra o mar com tamanha persistência para acabar com uma baleia branca? Uma simples e inofensiva baleia branca?
Não, não é bem isso! Não é uma simples e inofensiva baleia branca! É uma cachalote assassina! Um monstro! Uma baleia que ataca e destrói vários navios e mata tantos quantos  homens estiverem a bordo! E o capitão Acab quer acabar com essa baleia branca, sem pensar nos perigos que vai encontrar? Será que não sabe o risco que estará correndo nessa jornada?
O capitão Acab está tão convicto a matar essa fera que nem pensa nos perigos. Pouco lhe importa a própria vida. Tudo o que ele quer é fazer a cachalote afundar no oceano. E isso é tão difícil! Quantos baleeiros já passaram por ela e acabaram despedaçados! Quantos marujos terminaram suas vidas no mar ou sem um membro por causa desta fera! E o capitão Acab insiste em persegui-la!
É a esse capitão que Ismael e Queequeg estão destinados a obedecer agora que embarcaram no Pequod. Quantos marinheiros se salvarão nessa aventura? Que fim levará Moby Dick? Que fim levará o próprio capitão Acab?
São todas essas perguntas que rodeiam esse livro e fazem dessa história uma aventura emocionante!

Emocionante? Sim, eu disse que não achei o livro muito empolgante no início, mas à medida que avancei na leitura, que cheguei cada vez mais perto da baleia branca, que os perigos foram aumentando, eu mudei de ideia. A história é muito emocionante!

Título: Moby Dick
Autor: Herman Melville
Recomendado a jovens de doze anos em diante.
Adaptado.